​Apesar das definições quanto a diferença entre o medo e a ansiedade, é preciso entender as diferenças entre grupos de pessoas que têm tipos de ansiedade diferentes. Por exemplo, uma pessoa que tem medo de ser contaminado por germes e lava a mão a cada cinco minutos, possui um tipo de ansiedade muito diferente da pessoa que tem um transtorno do pânico. Assim como a ansiedade é diferente da pessoa que tem fobia social e sente pavor ao falar ou estar em público.

Por isso, listei abaixo os diferentes tipos de ansiedade. Leia:

​Transtorno do pânico

No transtorno de pânico, o o indivíduo sente fortes sensações de que está para morrer, como se estivesse tendo um ataque do coração. O indivíduo sente que está perdendo o controle, que está enlouquecendo ou perdendo a consciência. Após ter uma crise de pânico, um ciclo pode ser criado, com o medo de ter um novo ataque de pânico e ter uma nova crise de ansiedade.

Transtorno de ansiedade generalizada

O Transtorno de ansiedade generalizada (TAG) não está tão ligado a sensações corporais específicas como no tipo anterior. No TAG, o estresse ou preocupações excessivas podem ser levantados como causas de pensamentos e sentimentos que geram ansiedade. No fundo, o medo na ansiedade generalizada é de um final catastrófico para as preocupações ou situações que são sentidas como ameaças.

Fobia social

A fobia social (ou também chamada de ansiedade social) é um dos tipos de ansiedade mais comuns e a acontecem sempre em situações públicas. Tendo por base a avaliação que os outros podem ter de um dado desempenho. Pode ser uma apresentação oral como em uma reunião, palestra ou também uma simples conversa informal. A pessoa com fobia social sente uma grande ansiedade em situações sociais, como se estivesse para ser avaliada negativamente, humilhada ou constrangida.

Transtorno obsessivo-compulsivo

O Transtorno obsessivo-compulsivo ou TOC, por sua vez, é considerado um outro tipo de ansiedade. Traz a pessoa que sofre deste mal o medo de perder o controle ou ser responsável por algo terrível para si ou para os outros (culpa). O que elicia a ansiedade no TOC não é uma situação específica, mas pensamentos e sentimentos que são oriundos do interior. Ou seja, pensamentos e sentimentos que parecem vir de fora, são intrusivos e que com isso, a pessoa sente que não aguentará e sente-se constantemente ansiosa.

Transtorno de estresse pós-traumático

O Transtorno de estresse pós-traumático ou TEPT é causado por um trauma, por um evento terrível que realmente aconteceu na história do indivíduo. A ansiedade, então, advém de medo de pensamentos, lembranças ou sintomas relacionados com a experiência traumática.

Como o Psicólogo pode ajudar com os diferentes tipos de ansiedade?​

É de suma importância ressaltar que o trabalho na psicoterapia depende da dupla psicoterapeuta/paciente. E o paciente precisa estar aberto a entrar em contato com novas questões que possam surgir.  E com uma atitude aberta, ajudar o psicoterapeuta a interpretar as diferentes formas que o paciente possa ter de comportar-se diante de situações.

Como o inconsciente é a parte da nossa mente que armazena situações que não nos lembramos ou que foram traumáticas por algum tempo. É natural que alguns de nossos comportamentos reprimidos em qualquer fase da vida (em especial na infância ou na adolescência), voltem a se revelar como sintomas de ansiedade durante a vida adulta.

Assim, o psicoterapeuta terá o objetivo de analisar o que ocasiona os episódios de ansiedade do paciente, especialmente quando passam a ser algo corriqueiro. Sentir ansiedade vez ou outra é normal do ser humano e todos nós sentimos aquela sensação da espera. O problema está quando isso se torna parte do dia-a-dia e o paciente percebe que está o tempo todo ansioso, que está sempre esperando por algo, sendo que sequer existe algo previsto para acontecer.

Na terapia, trabalhamos os pontos que podem estar causando mais tensão na vida do paciente. Analisamos situações traumáticas, ajudamos a ressignificar tais situações, auxiliamos nas formas de lidar com a ansiedade, identificar sensações. Além disso, como proceder quando sentir que a ansiedade está incomodando, ou mesmo prever quais situações poderão deixá-lo ansioso.

Ser ansioso também é parte da vida

As pessoas menos ansiosas conseguem se planejar melhor, raciocinar melhor, fazer escolhas melhores e lidar melhor com situações. Em pessoas muito ansiosas o medo é uma situação corriqueira no inconsciente e, deste modo, seu não tratamento pode permitir que o quadro avance e se torne cada vez mais grave e de difícil controle.

A psicoterapia auxilia na prevenção do desenvolvimento desse distúrbio, assim como também é essencial para ajudar no tratamento de pessoas que já apresentam os sintomas de pânico. Não esqueça que estar ou ser ansioso não é predominantemente um problema, mas é algo que pode, sim, tornar-se um problema. É importante compreender que o tratamento é sim possível, e deste modo, evitando possíveis transtornos na vida do paciente.

Porém, mais importante que o tratamento, é a prevenção. Não tenha vergonha ou medo de estar ou ser ansioso, esse não é o problema. Mas se preocupe sim, em não continuar ansioso, em não deixar que a ansiedade se torne um problema, sabendo que tem como mudar.

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Rodrigo Romao Antonio

Rodrigo Romao Antonio

Atuo como Psicólogo Clínico em abordagem Psicoterapia Breve, buscando promover saúde mental, equilíbrio emocional, qualidade de vida e desenvolvimento pessoal. Atendimento a crianças, adolescentes, adultos, idosos e casais. No tratamento de ansiedade, depressão, conflitos pessoais.
Rodrigo Romao Antonio