Faça um teste rápido: pergunte aos seus pais se eles eram felizes e viam sentido no trabalho quando tinham 30 anos. Possivelmente eles irão estranhar a pergunta, ou responderão que foi graças ao trabalho que criaram os filhos e construíram a vida. Muito provavelmente não vão entender que o seu questionamento está relacionado ao propósito de vida ou relevância daquilo que fazemos diariamente.

Questionar o sentido da profissão e valorizar um estilo de vida mais pleno, no qual a felicidade não é algo a ser alcançado, mas sim sentido em pequenas doses durante o caminho, é uma das principais características da geração que vive hoje na casa dos 30 anos. Essa busca por realização profissional pode gerar estresse e ansiedade, mas também coloca muita gente na estrada do autoconhecimento e até do empreendedorismo.

É natural fazermos uma revisão de rotas quando chegamos na casa dos 30. Para as mulheres, então, é praticamente inevitável. A pressão social pelo sucesso na carreira, pela formação de uma família e por realização financeira parecem cada vez mais oprimir em vez de ser algo para comemorar. Quem nunca, ao chegar aos 30 anos, foi questionada por ainda não ter um cargo mais alto ou por não ter se casado ou não ter tido filhos?

Essa é uma pressão externa que muitas vezes faz com que percamos de vista o nosso verdadeiro propósito. Quando nos permitimos fazer uma revisão sincera e percebemos que estamos nos guiando pela vontade do outro e não pela nossa própria, vemos nascer em nós um desejo forte de mudança e um alinhamento com aquilo que nos motiva, o que pode significar largar tudo e mudar de profissão, ou empreender dentro da sua área de atuação, ou ainda tirar um período para viajar e se reconectar com você mesma.

Busque autoconhecimento em vez de reconhecimento

Os caminhos a seguir a partir da constatação da infelicidade profissional é o que difere uma reflexão bem sucedida sobre nossas escolhas do impulso destrutivo de questionarmos nossas competências e valores pessoais. Muitas vezes associamos dúvidas e incertezas à fraquezas e incapacidade, o que pode destruir nossa autoestima. A culpa e o esgotamento mental causados pela insatisfação profissional também podem abrir caminhos para sérios transtornos mentais, como Síndrome de BurnoutSíndrome do Impostor e crises de pânico.  A saída para um movimento positivo de mudança não está em buscar certezas ou o reconhecimento alheio, mas sim na busca pelo autoconhecimento e satisfação pessoal.

psicóloga Renata Green, que atende no Zenklub, acredita que o segredo para ser feliz na profissão – ou durante uma transição de carreira – é entender o que te move, seja seu catalisador dinheiro, status, sua contribuição com os outros ou ter mais tempo em casa e para o relacionamento. “Mais importante do que estar contente com o seu trabalho atual é procurar a sua motivação intrínseca. O que gente vê são pessoas fazendo coisas a partir de motivadores externos, ou seja, o que os outros esperam que elas façam”, destaca.

Encontrando o seu motivo, vai ser muito mais fácil trocar de trabalho, de carreira ou permanecer onde você está. Já sabe o que te move? Os 30 estão aí pra isso. Se joga!

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Esse texto foi publicado originalmente no F-utilidades

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