Um namoro à distância é uma relação com muitas complexidades. O amor é uma das experiências mais profundas, se não a mais profunda, que o ser humano pode vivenciar. E, quando somos tocados pelo amor romântico, até as exigências do dia a dia parecem ficar mais leves.

Mas apesar de todas as nuances encantadas que o apaixonar-se desperta, é preciso muito empenho, doação, sacrifícios e uma renovada capacidade de recriar-se com as asperezas que o convívio e o dia a dia podem gerar. E se uma relação com alguém que nos está ao alcance de um abraço já é repleta de complexidades, o que dizer de um relacionamento em que nosso amado (a) está a quilômetros ou até mesmo a um ou mais continentes de distância?

Então, se você tem um relacionamento e está diante do dilema entre uma proposta de trabalho ou oportunidade de estudo em outra cidade, estado ou país e a continuidade de sua relação, não se desespere! Com maturidade, consciência e honestidade você fará a escolha certa.

Como decidir?

É preciso se autoavaliar e definir alguns critérios antes de decidir se vale a pena levar adiante um relacionamento à distância. Listarei abaixo 3 pontos que são fundamentais para esta decisão:

1 – Autoconhecimento: você pode ter as respostas

O primeiro ponto a ser considerado é algo bem pessoal. Se pergunte como lidou com sua insegurança e com seu ciúme em momentos que precisaram se distanciar por um período menor?

Além disso, se você costuma ser uma pessoa insegura, com baixa autoestima e tendência a imaginar os piores cenários em situações em que se sente sozinha, pense bem, pois as chances de se sustentar a relação à distância por um tempo maior, são bem menores.

2 – Avalie a qualidade da relação

Pode haver envolvimento, atração e apego na relação entre vocês, mas pergunte-se com sinceridade:

  • Qual é a qualidade do vínculo que os mantém?
  • O quanto você realmente se sente à vontade nesta relação?
  • De que forma costumam resolver seus problemas? Brigando, conversando, se silenciando ou simplesmente mascarando os conflitos com compensações físicas (sexo)?

Enfim, você precisa ter bem claro se esta relação está realmente valendo a pena e se o objetivo de mantê-la vai além do suprimento de seus medos e carências.

Na realidade, são perguntas que devemos fazer em qualquer relação, mas diante de uma aventura como estarem distantes, é crucial que sejam respondidas com muita sinceridade.

3 – Como você imagina projetos futuros

Levando em consideração que essa distância será temporária, como você se projeta e se imagina num futuro em que essa fase terá se encerrado? Para valer a pena manter a relação, a pessoa com quem está no momento precisa estar presente nesta projeção, a relação de vocês precisa encontrar um lugar num futuro em que ambos estarão diferentes, terão amadurecidos, mas onde o amor vislumbre a possibilidade de se manter.

Não há como ter certeza se este projeto se concretizará (afinal não são muitas as certezas que podemos ter sobre o futuro!), mas é desejável que haja a possibilidade de ao menos morarem juntos no futuro e que durante o distanciamento possam planejar como e em que condições isso se dará.

Namoro à distância dá certo?

Sim, pode dar certo!

Mas não será tão fácil. Alguns sacrifícios serão necessários, no entanto tudo valerá a pena se você não machucar deliberadamente a ninguém, não se anular pelo outro, for honesto e confiar no amor de vocês.

Então, se o seu dilema é continuar com a segurança já estabelecida na relação ou arriscar perder essa segurança e alçar voos mais altos para sua formação profissional, o mais importante é não se decidir apenas pelo medo da perda e sim pela confiança de que a relação vale a pena quando um não impede o crescimento do outro.

E se mesmo refletindo sobre os pontos que listei acima você ainda se sente confuso (a), você pode contar com ajuda profissional para se decidir. Acesse minha página e agende uma consulta online.

Tatiana Festi

Tatiana Festi

Psicóloga graduada pela Universidade Estadual de Maringá e especialista em psicologia Junguiana pela FACIS-SP com 10 anos de experiência clínica. Foco no desenvolvimento de recursos internos para superação de crenças limitantes e limitadores, muitas vezes não identificadas pelo próprio paciente.
Tatiana Festi