A maioria das pessoas se sente triste ou deprimida às vezes. É uma reação normal à perda ou lutas da vida. Mas, quando a intensa tristeza – incluindo a sensação de desamparo, sem esperança e sem valor – dura muitos dias a semanas e impede de você viver sua vida, pode ser algo mais que tristeza. Você pode ter depressão – uma condição médica tratável.

O que é a depressão?

É uma condição de saúde mental séria que requer entendimento e um bom tratamento. É importante o diagnóstico precoce e tratamentos com psicoterapia, medicação e mudanças de estilo de vida. Sem tratamento, os episódios podem durar um dia, alguns meses ou muitos anos, ou mesmo pode haver o risco de suicídio. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a depressão é a doença mais incapacitante no mundo, além de ser a segunda causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos.

A depressão afeta negativamente a forma como você se sente, a maneira como você pensa e como atua. A depressão causa sentimentos de tristeza e / ou perda de interesse em atividades que já desfrutavam. Pode levar a uma variedade de problemas emocionais e físicos e pode diminuir a capacidade de uma pessoa funcionar no trabalho e em casa.

De um ponto de vista cerebral, ocorre quando o corpo pára de produzir neurotransmissores como a serotonina e a noradrenalina, que são substâncias responsáveis por transmitir os sentimentos de alegria.

O vídeo abaixo “Um cachorro preto chamado depressão” retrata como a depressão é algo muito mais comum do que imaginamos e como é difícil a vida de quem vive com depressão.

Quais são as causas e fatores de risco de depressão?

Esta descompensação de neurotransmissores não tem uma causa específica. Muito provavelmente, a causa é multifatorial, derivada de uma combinação de fatores genéticos, biológicos, ambientais e psicológicos. Os principais fatores de risco são:

Fatores Genéticos: Ter um familiar imediato com o transtorno ou um transtorno de humor pode aumentar seu risco.

Distúrbio de sono: Os problemas crônicos de sono estão associados à depressão. Embora os especialistas não saibam se a falta de sono causa depressão, episódios de baixo humor parecem acompanhar períodos de sono fraco.

Circunstâncias da vida: Mesmo eventos felizes, como ter um bebê ou conseguir um novo emprego, podem aumentar o risco de uma pessoa. Outros eventos da vida ligados à depressão incluem: perder um emprego, comprar uma casa, divórcio, mudança de cidade, aposentadoria, morte de um ente querido.

Em relação a este último, tristeza é uma parte importante do processo de luto. Se seus sintomas de luto durarem mais de 2 meses, você deve fazer uma avaliação.

Abuso de substâncias: Drogas e álcool podem levar a mudanças químicas no cérebro que aumentam o risco. A automedicação com drogas e álcool também pode resultar no transtorno.

Doenças crônicas: Outras condições crônicas como diabetes, artrite, dor crônica, doença cardíaca ou da tireoide


Depressão pode afetar qualquer pessoa e gênero

A depressão afeta pessoas de todas as idades, raças e grupos econômicos. Por fatores culturais, alguns homens sentem vergonha de admitir e procuram melhorar através de álcool ou drogas. Depressão não tratada, no homem, pode acarretar consequências desastrosas, pois a possibilidade de morte por suicídio é quatro vezes maior do que na mulher.

A depressão nas mulheres é 30% mais elevada do que nos homens. Isso acontece porque a população feminina está mais exposta a eventos traumáticos, assim como outros motivos como mudanças hormonais, relacionamentos, reprodução, biologia, parto, etc.

Nos idosos, nem sempre o transtorno é tratado, pois muitos acreditam que é normal nessa idade. Porém problemas de memória, dores, alucinações, etc. são sintomas e AVC, fraturas, são associadas ao desenvolvimento da doença.

LGBT: lésbicas, gays, bissexuais, transgênero possuem alto risco de depressão, pela discriminação social e, muitas vezes familiar, de colegas de trabalho ou de escola. O estigma pode fazê-los mais vulneráveis a essa doença.

Crianças e adolescentes que sofreram traumas, que têm transtorno de atenção e hiperatividade, dificuldade de aprendizagem, distúrbios de ansiedade ou transtorno desafiador de oposição, ou histórico de distúrbios de humor na família.


Sinais e sintomas da depressão

A principal dificuldade é saber se é tristeza ou depressão: tristeza passa, depressão não. Um dos principais sintomas de depressão é a perda de interesse em coisas que antes davam prazer.

Apatia e mudanças repentinas de peso e humor também são sintomas clássicos. Além desses, irritabilidade, medo, pessimismo, raciocínio lento, perda de libido, insônia, problemas no trato intestinal e dores musculares.

Fica aqui a lista mais completa de sintomas:

  • Mudanças no sono
  • Mudanças de apetite
  • Falta de concentração
  • Perda de energia
  • Perda de interesse
  • Baixa autoestima
  • Desesperança
  • Mudanças nos movimentos corporais
  • Dores físicas e angústias
  • Muito cansaço
  • Pensamentos suicidas
  • Sentimento de culpa


Tipos de depressão

Depressão maior ou depressão clínica: para se ser diagnosticado é preciso ter a presença da maioria dos sintomas acima por pelo menos duas semanas. Consoante a frequência diária, semanal, mensal, o nível de depressão é considerado leve, moderado ou grave.

Distimia ou transtorno depressivo persistente: é um tipo de depressão de longo prazo (pelo menos 2 anos) mas menos grave. Esse transtorno depressivo mais suave pode ser crônico e evitar que você viva sua vida normalmente.

Transtorno disfórico pré-menstrual: quando uma mulher apresenta problemas de humor graves antes da menstruação, mais intensa que a síndrome pré-menstrual típica.

Distúrbios Bipolares I e II: Doenças Bipolares I e bipolares II incluem alterações de humor que variam desde altas (hipomania ou mania) até baixas (depressão maior). É difícil diferenciar entre transtorno bipolar e depressão porque a maioria das pessoas não vê seu médico quando têm humor alto ou exaltado. Eles só procuram tratamento médico para os humores baixos e depressivos. (Para saber tudo sobre o transtorno bipolar leia nosso guia completo).

Depressão na gravidez e depressão pós-parto

Separamos este tipo de depressão pelas suas características singulares. Um dos transtornos mais comuns durante a gravidez e o pós-parto é a depressão. A mulher passa por uma série de mudanças físicas, psicológicas e sociais que transformam toda a sua vida e podem causar depressão na gravidez.

Após a gravidez, cerca de 15% das mulheres podem ser afetadas pela depressão pós-parto, onde a terapia com psicólogo é considerado o tratamento de eleição. Inclusive, no final do mês de outubro de 2016, a cantora Adele revelou ter sofrido de depressão pós-parto.

Graças à sua abertura sobre o tema, cada vez mais se dá mais importância a esta condição séria. O Zenklub é um ótimo recurso para todas as grávidas e recém mamães. Através da plataforma online você pode consultar um especialista em maternidade por vídeo-consulta do conforto da própria casa.


Faça um teste clínico de depressão

O reconhecimento e diagnóstico de depressão nem sempre são simples. Se você quer fazer um rastreio, clique no link: teste de depressão e faça um questionário de 8 perguntas (duração menos de 1 minuto). O teste é adaptado do teste científico Americano criado pelo Dr. Spitzer e Dr William (PHQ – Patient Health Questionnaire).

Tratamentos e terapias para depressão

Como mencionamos acima, a depressão tem cura e quanto mais cedo mais eficaz o tratamento. Geralmente, o tratamento envolve a combinação de medicação e terapia. O psicólogo e o psiquiatra devem andar juntos no tratamento da depressão.

O primeiro vai atacar as fobias do cliente, o segundo vai indicar a medicação adequada para acabar com os sintomas. Os tratamentos são complementares e demoram alguns meses, mas a depressão tem cura. Além disso há outros cuidados que as pessoas podem ter para ajudar como mudanças de estilo de vida e práticas alternativas.

A ajuda de família e amigos é fundamental. O psicólogo Felipe Epaminondas indica: “Uma vida equilibrada, alimentação saudável e moderada, atividade física, momentos de relaxamento trazem benefícios físicos e psicológicos”. Existem algumas comidas como laranja, maçã, abóbora, sardinha, grão de bico, couve e alface, que podem ajudar. O Felipe explica como dar a volta à depressão no bate papo abaixo:

 

Terapia

Se não houver causa médica subjacente para seus sintomas, terapia pode ser um tratamento extremamente eficaz.

O que você aprende na terapia dá-lhe habilidades para se sentir melhor e ajudar a prevenir as recaídas. Alguns tipos de terapia te ensinam técnicas práticas sobre como reformular o pensamento negativo e empregar habilidades comportamentais no combate à depressão.

Existem muitos tipos de terapia disponíveis. Três dos métodos mais comuns utilizados para tratar incluem terapia cognitivo-comportamental, terapia interpessoal e terapia psicodinâmica. Muitas vezes, uma abordagem combinada é usada.

A terapia também ajuda você a trabalhar a raiz do problema, ajudando você a entender por que você sente de certa forma, quais são seus fatores desencadeantes e o que você pode fazer para se manter saudável.

No Zenklub, você tem mais de 100 especialistas como psicólogos, disponíveis para você consultar diretamente do conforto de sua casa por vídeo-consulta.

Medicação

Depressão não é apenas um desequilíbrio químico no cérebro. A medicação pode ajudar a aliviar alguns dos sintomas, especialmente em casos moderados e graves, mas não cura o problema subjacente. Geralmente não é uma solução a longo prazo. Os medicamentos antidepressivos também têm efeitos colaterais e preocupações de segurança.

Mudanças de estilo de vida

O exercício regular pode ser tão eficaz no tratamento da depressão como a medicação.  Exercício aumenta a serotonina, as endorfinas e outros produtos químicos cerebrais sensíveis. Ele também desencadeia o crescimento de novas células cerebrais e conexões.

Redes sociais fortes reduzem o isolamento, um fator de risco chave para a depressão. Mantenha contato regular com amigos e familiares, ou considere se juntar a uma classe ou grupo.

Comer bem é importante para a sua saúde física e mental. Comer refeições pequenas e equilibradas ao longo do dia irá ajudá-lo a manter sua energia e a minimizar as mudanças de humor.


Fatos, estatísticas e curiosidades no Brasil e no Mundo

O Brasil tem a maior taxa da América Latina, com 5,8% da população afetada pela  doença, em um total de 11,5 milhões de pessoas. O país está à frente de países como o Chile e Uruguai, além de liderar os índices de pessoas afetadas pela ansiedade na América Latina.

A depressão é o principal fator de incapacidade no mundo (7,5%), sendo também a principal causa de mortes por suicídio, com aproximadamente 800 mil casos ao ano. O Sudeste Asiático registra mais casos de transtornos de ansiedade no mundo, com 60 milhões de diagnósticos. Em seguida estão as Américas, com 57,2 milhões, o que representa 21% do total global. 

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Veja o infográfico abaixo que ilustra bem o impacto da depressão no Brasil

Infográfico do impacto da depressão no Brasil

 

 

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