É preciso dar palavra ao afeto. Em grande medida, é isso que se pretende em psicoterapia. Mas dizendo isso respondo mais à pergunta “o que faz um psicólogo?” do que “como saber o momento certo de procurar um psicólogo?” Não à toa, pois é dos afetos que falarei aqui.

Tentarei fornecer a você, leitor, condições que o possibilitem, pela observação de si, chegar a suas próprias conclusões. Dar palavra ao afeto é lançar a consciência sobre as próprias emoções, exercício que pretendemos estimular a partir de agora.

– Como você está?
– Tudo bem… 

No dia a dia, a pergunta “como você está?” tende a ser mais um ato de polidez necessária à boa educação do que uma real preocupação com o estado do interlocutor. Em consequência, leitor, dada sua boa compreensão das conveniências sociais, você se limita a dizer que tudo vai bem e devolve o favor. Sabendo que nesse diálogo, geralmente, não há espaço para compartilhar as alegrias ou tristezas que te acometem, você as ignora, num exercício cotidiano de desconhecer-se a si mesmo.

Com a prática, sua competência aumenta e você chega a não notar que as emoções são chamadas de afetos porque, a cada instante, revelam a forma e a intensidade com a qual as suas relações te afetam. Isso significa que atentando às suas próprias emoções, é possível verificar a qualidade das relações nas quais se está imerso, e a qualidade dessas relações tende a ser um bom termômetro para se examinar o estado de saúde mental.

Procure um psicólogo quando perceber esses sinais

Como a psicoterapia é um espaço para o cuidado da saúde psicológica, recomenda-se que se procure um psicoterapeuta quando se percebe fragilidades na estrutura psíquica, tal como se procura um médico quando se percebe uma fragilidade na saúde física do corpo.

Mas como é possível reconhecer essas fragilidades psicológicas? Geralmente, elas se denunciam pelo exagero. O excesso tende a ser um indício de um estado psicológico abalado.

  • Irritabilidade em excesso
  • Ansiedade em excesso
  • Insegurança em excesso

Esses são exemplos de casos que podem configurar a necessidade de terapia. Todavia, é preciso cuidado ao se pensar esse excesso: uma reação emocional excessiva só se configura quando se supõe que a situação em que esse estado afetivo aparece não justifica a intensidade da emoção manifesta.

Em outras palavras, se você leitor, se percebe como alguém exageradamente irritado, por exemplo, há que se pensar se a sua rotina não é exageradamente irritante, pois, se assim for, é possível que haja uma certa adequação entre seu estado afetivo e as suas vivências.

Por outro lado, se sua irritabilidade lhe parece injustificável pelas situações em que se manifesta, tem-se uma inadequação que, com muita frequência, produz sofrimento àquele que se irrita e àqueles que são o alvo dessa irritação. Esse sofrer, por exemplo, é objeto da psicoterapia.

Espero àqueles que, por alguma razão, se interessaram por essas palavras, tenham encontrado até o fim dessas linhas algo que lhes valha o esforço da leitura feita.

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Aqui me despeço: até breve.

Rodrigo Gonçalves Corrêa

Rodrigo Gonçalves Corrêa

Atuo na área clinica há 3 anos e atendo jovens, adultos e casais. Em complemento à atuação clínica, sou pesquisador em um programa de mestrado onde investigo sobre o sentido das emoções, tentando tanto quanto possível, responder à pergunta: Qual o significado daquilo que sentimos?
Rodrigo Gonçalves Corrêa