Conhecido como o medo de locais fechados, a claustrofobia é muito mais comum do que pensamos. Muitas pessoas têm receio de ficarem confinadas em locais pequenos que podem ser elevadores, salas pequenas, transporte público ou até mesmo roupas muito justas.

Considerada como um transtorno de ansiedade, a claustrofobia é considerada como um fobia comum que atinge cerca entre 20% e 25% da população mundial. Tão comum que em Londres, no Reino Unido, a prefeitura decidiu criar um mapa de metrô específico para pessoas que sofrem com esse transtorno, privilegiando nele os trechos com espaços abertos. O sistema público de saúde do Reino Unido estima que cerca de 10% da população sofre ou já sofreu por causa da claustrofobia.

Para você entender como se sente alguém que possui claustrofobia, explicamos aqui seis sintomas:

1 – Medo intenso ou pânico

Sendo um transtorno de ansiedade, a claustrofobia provoca um ataque de pânico quando a pessoa está confinada em uma área pequena. O medo como começar pequeno e aos poucos, devido ou não a um trauma anterior, se intensificar e causar outros sintomas.

2 – Hiperventilação

A hiperventilação ocorre quando uma pessoa começa a respirar muito rápido. Ela é mais frequentemente em situações que causam ansiedade, pânico, estresse ou nervosismo. Mas também pode ser provocada pelo estresse físico, em ocasiões que seu corpo foi feriado, por exemplo.

3 – Suor excessivo

A transpiração é um dos sintomas mais comuns de transtorno de ansiedade. Normalmente isso acontece quando a frequência cardíaca fica mais elevada, aumentando o fluxo sanguíneo. O suor nada mais é que a resposta do organismo para evitar o superaquecimento do corpo. Se este sintoma acontece a você, certifique se conseguir a ventilação necessária que seu corpo precisa. Evitando outros sintomas como os que vem a seguir.

4 – Episódio de claustrofobia seguido de desmaio

É muito comum ocorrerem desmaios e tonturas durante um episódio claustrofóbico. Existem dois motivos pelos quais uma pessoa pode desmaiar devido ao estresse. O primeiro motivo é o da hiperventilação, como falamos anteriormente, já a adrenalina seria o segundo.

A adrenalina causa visão em túnel e aumento da freqüência cardíaca provocando o desfalecimento. Em outros casos, certas partes do cérebro podem simplesmente desligar durante um ataque de pânico, fazendo com que uma pessoa se desmaie.

5 -Formigamento nas extremidades das mãos

O formigamento nas extremidades ou até mesmo a sensação de torpor é uma resposta de luta ou mesmo fuga do organismo. Essa sensação também é provocada pela hiperventilação por um tempo maior. Se os ataques de claustrofobia acontecem com frequência a tendência pode ser de aumento desses sintomas de ansiedade.

6 – Pressão no peito

Às vezes, um ataque de pânico pode causar dor e aperto no peito, levando uma pessoa a acreditar que sofrem de um ataque cardíaco. Isso pode causar ainda mais ansiedade, o que faz com que os músculos se contraídos ainda mais, o que dificulta a calma.

Você já sentiu algum desses sintomas em ambientes fechados? Leia nossa matéria sobre como remédios para ansiedade.

 

Causas de claustrofobia

A experiência passada ou na infância é muitas vezes o gatilho que faz com que uma pessoa associe pequenos espaços a uma sensação de pânico ou perigo iminente. Experiências que podem ter esse efeito podem incluir:

  • ser preso ou mantido em um lugar confinado, por acidente ou de propósito
  • ser abusado ou intimidado quando criança
  • se separar dos pais ou amigos quando em uma área lotada
  • ter um pai com claustrofobia

O trauma experimentado naquele momento afetará a capacidade da pessoa de lidar racionalmente com uma situação similar no futuro. Isso é conhecido como condicionamento clássico. Acredita-se que a mente da pessoa vincula o pequeno espaço ou a área confinada à sensação de estar em perigo. O corpo então reage de acordo, ou de uma maneira que parece lógica.

O condicionamento clássico também pode ser herdado dos pais ou colegas. Se um dos pais, por exemplo, tem medo de estar próximo, a criança pode observar seu comportamento e desenvolver os mesmos medos. Portanto, possíveis fatores genéticos ou físicos também existem.

(Além da claustrofobia, há vários outros tipos de fobias como a tripofobia. Nunca ouviu falar? Saiba tudo sobre o medo de buracos)

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Como tratar a claustrofobia

Após o diagnóstico, há algumas formas de abordar a claustrofobia. Seguem algumas abaixo:

Terapia comportamental cognitiva (TCC)

O objetivo é treinar a mente da pessoa de modo que ele não se sinta mais ameaçado pelos lugares que temem. Pode envolver a exposição lenta da pessoa a pequenos espaços e ajudá-los a lidar com o medo e a ansiedade. Ter que enfrentar a situação que causa o medo pode impedir as pessoas de procurar tratamento.

Terapêutica medicamentosa

Os antidepressivos e relaxantes podem ajudar a controlar os sintomas, mas não resolverão o problema subjacente.

Exercícios de relaxamento e visualização

Respirar fundo, meditar e fazer exercícios de relaxamento muscular podem ajudar a lidar com pensamentos negativos e ansiedade.

Observar os outros

Ver os outros interagirem com a fonte do medo pode tranquilizar a pessoa. O tratamento geralmente dura cerca de 10 semanas, com sessões duas vezes por semana. Com o tratamento adequado, é possível superar a claustrofobia.

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